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Vida Nômade

Como sustentamos a vida nômade?

3 de junho de 2016 | POR Vinny Campos
São Paulo - Brasil
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Seguindo essa série de posts sobre vida nômade, nessa segunda parte vamos falar sobre como nos sustentamos. Quem leu a primeira parte, já sabe que não planejamos ou escolhemos nos tornar nômades, foi algo que aconteceu naturalmente. Porém, nós já tínhamos todos os requisitos para poder viver esse estilo de vida, mesmo quando ainda morávamos em São Paulo.

Vamos voltar no tempo para poder explicar melhor isso e mostrar de onde vem a nossa renda.

Eu e a Nini começamos nossa vida profissional de maneiras bem diferentes, há mais de 10 anos, e confesso que ela é um pouco culpada por essa nova vida fora da caixa. Enquanto eu trabalhava em agências de publicidade, ou no caso do meu último emprego em um e-commerce - o extra.com.br – com horário fixo e aquela loucura de agência que todo mundo conhece, ela estava sempre querendo empreender e não se interessava muito em uma carreira como contratada – o que já é um bom passo para uma vida nômade.

Em 2008, o meu último trabalho, era o mais quadrado possível: um e-commerce. Nessa época, passei a me sentir desmotivado para criar e inovar; por mais que houvessem estímulos por parte da equipe, no fim o que importava era o “de... por...” e o “aumenta o tamanho do preço”. Em paralelo, comecei a buscar projetos que me dessem mais prazer, entre eles, trabalhos para bandas, que me realizam até hoje. Em alguns meses, esses projetos paralelos conseguiam se equilibrar ao salário que eu ganhava e foi aí que as coisas começaram a mudar.

Com o apoio da Nini, decidi “largar tudo” e fomos para o “fim do mundo”: Ushuaia, no sul da Argentina. Nossa primeira viagem juntos e a minha primeira viagem internacional. Foram apenas 10 dias, mas o suficiente para ter um novo gás para iniciar essa nova fase profissional.

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Nessa época, a Nini ainda estava terminando a faculdade e migrando entre alguns projetos em busca de algo novo e que se complementasse. Assim nasceu a Capuleto, uma marca de acessórios com 100% da criação feita por ela, desde produtos exclusivos, até estampas, embalagens, fotos e comunicação visual. Paralelamente, ela já vinha trabalhando em alguns projetos de design comigo e decidimos criar o Studio Lhama, nosso studio de design com apenas nós dois trabalhando juntos – e alguns parceiros quando necessário.

Nunca tivemos local físico, o que nos proporcionou desde o início, a liberdade para organizarmos nossa rotina, sem nos prendermos a horários fixos e deslocamentos até o escritório como nos trabalhos mais tradicionais. Além disso, a liberdade criativa e o poder de escolher projetos que acreditamos sempre foram nossa prioridade, assim conquistamos grandes clientes - que muitas vezes se tornaram nossos amigos - e satisfação profissional. E claro, sempre trabalhando com pessoas que já aceitam esse modelo de trabalho, e não se importam com o tamanho do escritório ou da equipe, o que torna possível uma reunião por Skype, quando você está do outro lado do oceano.

Site da última coleção da Capuleto

 

Site da última Coleção da Capuleto

Nossos estilos de criação são bem diferentes, então alguns trabalhos têm mais o meu perfil e outros o dela, e essa mistura é o que mais me alegra, mesmo com algumas discordâncias pelo caminho. Afinal, um casal 100% do tempo juntos e ainda trabalhando, nem sempre é fácil, não é?

Quando decidimos nos mudar para Londres – leia toda a história aqui – a Capuleto estava em período de troca de coleção e no momento exato de decidir continuar investindo ou não. Uma das ideias, era inclusive ampliar para uma versão masculina da marca, ou seja, seria um grande passo. Mas, após 4 anos, a Nini já não estava mais totalmente satisfeita com esse caminho, e não foi um grande problema dar um tempo e planejar ir para Londres, onde a Capuleto poderia ser retomada, caso ela quisesse.

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Então, fomos para Itália com nossa renda exclusiva do Studio Lhama, e uma ajuda de familiares que deram aquela força, da venda dos nossos móveis e do carro.

Além dos nossos pertences, embarcamos com diversos trabalhos já fechados - todos do Brasil - e suficientes para os três meses que passamos por lá. Inclusive um desses trabalhos, nós fechamos ainda no aeroporto, enquanto esperávamos para embarcar, num momento em que ainda não sabíamos como seria a aceitação dos clientes quando estivéssemos em outro continente com diferenças de fuso horário e tudo mais, o que nos mostrou que poderia sim ser viável.

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Minha mesa de trabalho em Firenze, na Itália!

No começo dessa nossa vida nômade, tivemos um ciclo de passar três meses fora e três meses no Brasil, então, esses três meses eram os momentos para captar clientes, economizar e preparar a próxima viagem. Sempre foram três meses intensos, trabalhando muito e fechando novos trabalhos como se não houvesse amanhã.

Mas isso acabou sendo um problema na nossa última ida para a Europa, em que pela primeira vez, ficamos 9 meses sem voltar ao Brasil e eu estava tão lotado de trabalhos que não conseguia encontrar tempo para me dedicar ao me portfólio e negociar novos projetos pela Europa ou outros lugares.

Quem vem acompanhando a variação do cambio, deve ter percebido que no ano passado o Real desvalorizou bastante e essa diferença no câmbio começou a nos prejudicar. Fomos para lá com o Euro ainda em R$3,20 e acreditem, em alguns meses chegamos a pagar quase R$5,00 com os impostos.

Nós temos feito alguns trabalhos na Europa e Estados Unidos, mas ainda não são nossa maior fonte de renda, a tribo tupiniquim ainda é o nosso principal mercado.

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Exposição de ilustrações da Nini em Kingston, NY - Estados Unidos!

Esse ano, começamos a estudar e investir em novas fontes de renda, procurando novas formas de trabalho e focando principalmente na troca de moeda.

Sem esquecer os projetos do Brasil, é claro. Afinal, se o job é legal, eu quero fazer!

Falando em custos

Dá para viver na Europa com o que nós já gastávamos em São Paulo?

Considerando que nós pagávamos aluguel, que em São Paulo é alto, tínhamos os gastos com contas em geral – tv a cabo, internet, luz, gás, celular e carro. Sim, foi possível viver na Europa com o mesmo valor.

Em 2013, nosso gasto fixo mensal, era acima de R$4.000, sem incluir alimentação e lazer. Na última viagem, só alugamos os apartamentos pelo Airbnb, que incluem todas as contas da casa, inclusive a internet e manutenção caso haja algum problema de estrutura da casa, e foi possível encontrar alugueis entre €500 e €1000 tranquilamente – e olha que nós só ficamos em países considerados caros: França, Bélgica e Itália.

Claro que com a desvalorização do Real, a conta foi ficando um pouco mais cara e tivemos que economizar em algumas viagens pelos arredores – que já não faziam parte da nossa rotina no Brasil - e ainda assim, nossos gastos ficaram próximos aos de São Paulo.

Ainda sobre gastos, no nossos primeiros três meses na Itália, nós fizemos um plano pré-pago de celular praticamente igual ao pós-pago que nós tínhamos no Brasil (e pagávamos aproximadamente R$500,00 por mês para os dois aparelhos) por apenas €12,00 por mês/aparelho, e as ligações para o Brasil saiam por apenas €0,08 por minuto - apesar de usarmos sempre o Skype. Saia mais barato uma ligação internacional para o Brasil, do que ligar de São Paulo para nossos pais em outras cidades dentro do estado.

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Já na nossa última ida para a Europa, só comprei o chip para o celular nos últimos 2 meses, devido a um problema com a internet do apartamento na Itália. Foram 7 meses “sem celular” e sem internet quando saíamos de casa, algo difícil de imaginar para um nômade digital, que normalmente precisa estar sempre conectado. Para nós foi uma libertação e separação entre os momentos de passeios e trabalho, além de mais uma economia. Claro que sempre que aparecia uma conexão wi-fi em algum café, rolava aquela verificada básica nos e-mails.

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Trabalhando no saguão do hotel em Veneza - a internet não funcionava no quarto...

Nosso estilo de vida, tem se resumido cada vez mais apenas ao necessário. Primeiro por não temos mais uma casa, depois porque começamos a refletir sobre o consumo e nossos hábitos. E essa troca do ter pelo viver, é o que possibilita esse estilo de vida.

Em outro post falaremos mais sobre isso.

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Sentimento de liberdade em Ushuaia

E você, já pensou no que é necessário para sua vida e sua felicidade?

Será que aquele barzinho, não pode ser substituído por uma cerveja em casa com os amigos? Pense onde pode substituir e vai perceber que não é preciso esperar ficar rico para poder viajar.


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ESCRITO POR
Vinny Campos
Designer, santista, apaixonado por arte, música e pelo acaso. Fui inspirado pela Nini a conhecer o mundo e vivemos nômades desde 2014, a cada dia nos apaixonando mais pelo slow-travel. Estou a frente do Studio Lhama, participo do podcast Aparelho Elétrico e escrevo sobre design e criatividade no Choco La Design.
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